Vídeo I sobre a Violência contra a Mulher

27 abr 2015

Trabalho sobre a Violência contra a Mulher realizado pelos alunos: Rafael, Helena, Fernanda Pavani e Vitória, na disciplina de Ciências.

Acesse o link abaixo para assistir ao vídeo produzido por eles.

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Os vinte anos

03 dez 2013

Adaptação de Ilíada e Odisseia em texto e imagem por Michel 8º ano M.

Foram vinte anos
Navegando, lutando.
Tudo para vê-la

Tudo começou com Helena,
Ó que bela mulher,
Ganhada por Menelau
E roubada por Paris.

Paris levou Helena para longe,
Para terras distantes e ricas.
Para Tróia Helena foi levada
E para lá os exércitos gregos foram.

Navio Grego - Michel

Guerreamos por 10 anos
Batendo em seus portões
Sem nenhum sucesso.

Mas um dia nos conseguimos,
Invadimos e incendiamos
A mais bela cidade Troia
E Helena foi tomada de volta.

Então veio a viagem,
A viagem de volta para casa,
Foram mais 10 anos
Até poder vê-la novamente.

Primeiro atracamos numa ilha,
Não deveríamos ter feito,
Estava cheia de monstros.

Monstro marinho Michel

Continuei minha viagem,
Enfrentei ciclopes e serpentes.
Quase cai na tentação de Sirce.
Quase cheguei a minha casa,
Mas fui forçado a recuar,
Conheci Calipso.

Ciclope Michel

E quando cheguei
Em minha casa
Tive que lutar por ela
E venci por ela.

Minha doce,
Linda
E perfeita
Penélope.

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Mitologia Mexicana – Dia dos Mortos

03 dez 2013

[Texto elaborado a partir de uma pesquisa sobre os Dias dos Mortos, no México, em ocasião da excursão ao Memorial da América Latina em São Paulo]

Por Lis Furlanett Brandão,
Sofia Hadad Jobim e
Michel Thobias Friedmann dos Reys

No dia 02 de novembro celebramos os nossos entes mortos com pesar, mas no México esse é um dia de alegria, os mexicanos arrumam um altar onde põe a comida favorita de seus familiares e amigos falecidos, fazem comidas especiais, como “crânios” de açúcar e pão de “mortos”. Hasteiam pipas enormes, feitas de tecido, para espantar espíritos ruins. A festa conta com música, doces e bolos.

As origens que levam os mexicanos a comemorar o dia dos mortos, remetem ao tempo que os espanhóis chegaram ao continente americano. Naquela época, povos como totonacas, náuatles, purépechas, maias e astecas praticavam cultos em homenagem aos seus antepassados mortos. Antes da chegada dos espanhóis, era comum guardar o crânio do ente querido como recordação.
O símbolo mais conhecido do dia dos mortos é a caveira adornada com mantos e flores, no Memorial da América Latina, tem uma sessão dedicada ao Dia dos Mortos no México, nesta sessão vimos um crânio que lembrava os traços da Frida Khalo. Era uma caveira de papel machê com as sobrancelhas da Frida e flores vermelhas e amarelas, por cima de uma touca preta, imitando o seu cabelo.

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Preparação da Festa da Primavera

24 set 2013

Texto coletivo de apresentação dos trabalhos da turma.

Nesta sala você irá adentrar em uma surpreendente aventura, desde a remota era glacial até as famosas e perigosas celas de Alcatraz.

Irá descobrir tanto as raízes do nazismo quanto as flores do famoso movimento hippie.

Você poderá passar pelas misteriosas águas de Atlântida até as fantásticas ruas de Paris, poderá visitar diversos impérios, o esplendor da Inglaterra e os dramas da Revolução e do Muralismo mexicanos e até os reinos dos impérios grego e troiano.

Também você cairá de dar risada com nosso energético comediante Charles Chaplin.

E tudo isso você encontrará no 8º ano, um império do conhecimento.

8º ano manhã

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Trabalho de análise de Imagem

19 abr 2013

Os alunos do 8º. ano da manhã interpretaram e desenvolveram uma descrição de obras de arte do período que abrange o século XVII e XVIII. As interpretações e descrições ficarão no campo de comentários.

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Dissecação de Moluscos e Crustáceos

28 nov 2012

Os alunos fizeram, na aula de Ciências, a dissecação de Camarão, Lagosta (Crustáceos) e o Polvo (Molusco). Ainda bem que os bichinhos já estavam mortos. Foram destroçados!

Leia abaixo o comentário da Petra.

“A lagosta tem a casca dura e muito grossa. Pequenos espinhos duros se espalham pelas costas e suas cores variam de marrom até roxo. Tem cinco patas de cada lado e também duas ‘antenas’ e duas patonas. A cauda é grande e chata. Por dentro tem a carne branca, com os intestinos. Eles são laranjas, pretos e às vezes brancos.”

“O corpo do polvo é mole e gelado, de cor cinzenta. Sua carne é branca e ele tem oito tentáculos ao todo. A bolsa de tinta é grande e pegajosa. As ventosas grudam em tudo que toca. Os intestinos do polvo são pegajosos e um tanto cinzentos. Os olhos são pequenos e moles e por dentro ele é rosado”

“O cheiro dos três é asqueroso e de peixe.”

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Recuperação de Historia Filipe 8 ano

07 nov 2012

Resumo do capitulo 4 Poder e poderes 

 

 

 Capítulo 4 PODER & PODERES

Por quase meio século do descobrimento, a “árvore de tinturaria´´ foi o único interesse português no Brasil. A existência do Pau-Brasil despertou de imediato os exploradores e a localização das árvores, bastante acessível no litoral, dispensavam perigosas expedições ao interior.

Criação do sistema

Em função do desempenho insatisfatório do sistema de Capitanias Hereditárias, D. João III, rei de Portugal resolveu criar o Governo-Geral no Brasil no ano de 1549. Era uma forma de centralizar o poder na colônia e acabar com a desorganização administrativa.

Governadores Gerais

Os três governadores gerais do Brasil que mais se destacaram foram Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.

Resultados

Como resultados da implantação deste sistema político-administrativo no Brasil, podemos citar: catequização de indígenas, desenvolvimento agrícola e incentivo à vinda de mão-de-obra escrava africana para as fazendas brasileiras.

Este sistema durou até o ano de 1640, quando foi substituído pelo Vice-Reinado

 

resumo do capitulo 5 Engenhos, Escravos e Guerras

Nos dois primeiros séculos da colonização formou-se no Nordeste a elite                             agrária da Colônia: os senhores de engenho. A maioria deles vinha da pequena nobreza portuguesa. Também podiam ser comerciantes ou aventureiros pertencentes às boas famílias lusitanas, que recebiam terras na Colônia para produção. Os colonos geralmente casavam-se aqui, pois poucos já haviam constituído família na terra natal.

Os engenhos de açúcar eram predominantes no nordeste e destinavam a sua produção de açúcar para a metrópole portuguesa e para o mercado europeu.

O engenho era composto pela casa-grande, senzala, capela, horta e o anavial. Era utilizada a mão-de-obra escrava dos negros africanos. Depois da expulsão dos holandeses, a produção do açúcar brasileiro passou a sofrer a concorrência do açúcar holandês produzido nas ilhas da América Central.

A sociedade brasileira dos séculos XVI e XVII estava dividida em dois grupos principais: senhores e escravos.

O engenho era um mundo mais ou menos fechado, onde a vida das pessoas estava submetida às ordens e autoridade do senhor de engenho.

Os senhores de engenho eram portugueses ricos que se dedicavam à produção e ao comércio do açúcar. Sua autoridade não se limitava apenas à propriedade açucareira, estendia-se por toda a região vizinha, vilas e povoados, através de sua participação nas câmaras municipais.

Os escravos trabalhavam nas plantações, na moenda, nas fornalhas e nas caldeiras. Era comum os escravos perderem a mão ou o braço na moenda. Em muitos engenhos, próximos à moenda havia um pé-de-cabra e uma machadinha para amputar o membro dos escravos acidentados.

Entre esses dois grupos opostos, havia uma camada intermediária de pessoas que serviam aos interesses dos senhores. Como: alguns poucos trabalhadores assalariados (feitores, mestres de açúcar, purgadores etc.); os agregados (moradores do engenho que prestavam serviços em troca de proteção e auxílio); padres; alguns funcionários do rei; alguns raros profissionais liberais (médicos, advogados, engenheiros).

São características dessa sociedade:               

patriarcalismo: o senhor do engenho era o patriarca (chefe), que concentrava em suas mãos o poder econômico, político e ideológico (isto é, da formação das idéias dominantes).

ruralismo: o campo era o centro dinâmico dessa sociedade.

estratificação social: era uma sociedade dividida em camadas bem definidas, sendo muito raro alguém conseguir ascender na posição social. Não havia a possibilidade do escravo chegar à condição de senhor ou do senhor descer à posição de escravos.

 Resumo do capitulo 7 Perto Do Ouro e  Longe Do Rei

Até o século XVII, a economia açucareira era a atividade predominante da colônia e o interesse metropolitano estava inteiramente voltado para o seu desenvolvimento. Porém, a partir de meados do século XVII, o açúcar brasileiro sofreu a forte concorrência antilhana, claro, os holandeses, uma vez “expulsos” passaram a produzir em suas colônias no Caribe, fazendo com que a Coroa portuguesa voltasse a estimular a descoberta de metais. Os paulistas, que conheciam bem o sertão, iriam desempenhar um papel importante nessa nova fase da história colonial. Já em 1674, destacou-se a bandeira de Fernão Dias Pais, que, apesar de não ter descoberto metais preciosos, serviu para indicar o caminho para o interior de Minas. Poucos anos depois, a bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva – o Anhangüera – abriria caminho para o Brasil central (Goiás e Mato Grosso).

Contudo, durante os anos em que permaneceu no sertão, desbravou grande parte do interior das Gerais e abriu caminho para futuras descobertas de importância.

Costuma-se atribuir o início da mineração à descoberta do ouro feita por Antônio Rodrigues Arzão, em 1693, embora a corrida do ouro começasse efetivamente com a descoberta das minas de Ouro Preto por Antônio Dias de Oliveira, em 1698.

Além de se difundir pelo Brasil, a notícia chegou a Portugal através da correspondência dos governadores ao rei.

De diversos pontos do Brasil começou a chegar grande quantidade de aventureiros, ávidos de rápido enriquecimento. Mesmo de Portugal vieram, a cada ano, cerca de 10 mil pessoas, durante sessenta anos.

A primeira conseqüência desse deslocamento maciço da população para as regiões das minas foi a grave carestia, que se tornou particularmente catastrófica nos anos 1697­ – 1698 e, novamente, em 1700 – 1701. O jesuíta Antonil, que viveu nesse tempo, escreveu que os mineiros morriam à míngua, “com uma espiga de milho na mão, sem terem outro sustento”.

População das minas: paulistas e emboabas – A população era bastante heterogênea, mas distinguiam-se claramente paulistas e forasteiros. Estes eram chamados, depreciativamente, pelos paulistas, de “emboabas”, que em língua tupi queria dizer “pássaro de pés emplumados” – referência irônica aos forasteiros, que usavam botas; os paulistas andavam descalços.

Nesse tempo a população paulista era de mamelucos e índios que utilizavam como língua o tupi, mais do que o português. Embora minoritários, os paulistas hostilizavam e eram hostilizados pelos emboabas. Julgavam-se do­nos das minas por direito de descoberta. Mas a rivalidade entre paulistas e emboabas tinha outros motivos mais significativos.

O comércio de abastecimento das Minas era controlado por alguns emboabas que auferiam grandes lucros. Dada a sua riqueza e a importância da atividade que exerciam, passaram a ter grande influência. Manuel Nunes Viana, português que veio ainda menino para a Bahia, era um desses ricos comerciantes e principal líder dos emboabas. Era proprietário de fazendas de gado no São Francisco e estava associa­do aos comerciantes da Bahia.

 

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Revolução Francesa: declaração dos direitos do homem e do cidadão de 1789

26 set 2012

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO DE 1789

 Os representantes do povo francês, constituídos em ASSEMBLEIA NACIONAL, considerando que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção dos Governos, resolveram expor em declaração solene os Direitos naturais, inalienáveis e sagrados do Homem, a fim de que esta declaração, constantemente presente em todos os membros do corpo social, lhes lembre sem cessar os seus direitos e os seus deveres; a fim de que os actos do Poder legislativo e do Poder executivo, a instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reclamações dos cidadãos, doravante fundadas em princípios simples e incontestáveis, se dirijam sempre à conservação da Constituição e à felicidade geral.

Por consequência, a ASSEMBLEIA NACIONAL reconhece e declara, na presença e sob os auspícios do Ser Supremo, os seguintes direitos do Homem e do Cidadão:

Artigo 1º- Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundar-se na utilidade comum.

Artigo 2º- O fim de toda a associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses Direitos são a liberdade. a propriedade, a segurança e a resistência à opressão.

Artigo 3º- O princípio de toda a soberania reside essencialmente em a Nação. Nenhuma corporação, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que aquela não emane expressamente.

Artigo 4º- A liberdade consiste em poder fazer tudo aquilo que não prejudique outrem: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão os que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela Lei.

Artigo 5º- A Lei não proíbe senão as acções prejudiciais à sociedade. Tudo aquilo que não pode ser impedido, e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene.

Artigo 6º- A Lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através dos seus representantes, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, quer se destine a proteger quer a punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade, e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.

Artigo 7º- Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela Lei e de acordo com as formas por esta prescritas. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser castigados; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da Lei deve obedecer imediatamente, senão torna-se culpado de resistência.

Artigo 8º- A Lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias, e ninguém pode ser punido senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada.

Artigo 9º- Todo o acusado se presume inocente até ser declarado culpado e, se se julgar indispensável prendê- lo, todo o rigor não necessário à guarda da sua pessoa, deverá ser severamente reprimido pela Lei.

Artigo 10º- Ninguém pode ser inquietado pelas suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, contando que a manifestação delas não perturbe a ordem pública estabelecida pela Lei.

Artigo 11º- A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do Homem; todo o cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na Lei.

Artigo 12º- A garantia dos direitos do Homem e do Cidadão carece de uma força pública; esta força é, pois, instituída para vantagem de todos, e não para utilidade particular daqueles a quem é confiada.

Artigo 13º- Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração é indispensável uma contribuição comum, que deve ser repartida entre os cidadãos de acordo com as suas possibilidades.

Artigo 14º- Todos os cidadãos têm o direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, a necessidade da contribuição pública, de consenti- la livremente, de observar o seu emprego e de lhe fixar a repartição, a coleta, a cobrança e a duração.

Artigo 15º- A sociedade tem o direito de pedir contas a todo o agente público pela sua administração.

Artigo 16º- Qualquer sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos, nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição.

Artigo 17º- Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir evidentemente e sob condição de justa e prévia indenização.

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Diário de um flamenco

31 ago 2012

Texto de ficção inspirado nas informações e fontes presente no livro Uma Breve história do Brasil de Mary del Priore.

Diego Zoppi

I

Estamos em 1615, Fevereiro. Minha Viagem para a terra nova começava hoje. Estava indo ao Rio de Janeiro para uma pesquisa sobre os Engenhos e sobre como é a vida dos escravos.

Já era hora de partir. Peguei minha bolsa, coloquei meus materiais (prancheta de desenho, bloco de anotação, grafites) e parti.

A viajem foi longa, durou mais ou menos 60 dias e 60 noites, até que finalmente cheguei. Fiz uma breve pintura do local e aguardei o Senhor do Engenho, pois em sua casa me hospedaria. Não tardou muito para que o senhor chegasse, este veio acompanhado por quatro homens, que o carregavam em uma liteira. Já estava anoitecendo, o homem me convidou a sentar na liteira para que os quatro homens que o acompanhavam nos levassem, esses homens que por certo eram negros. Fiquei um pouco indignado com o fato de que outros homens fossem obrigado a nos carregar, achei uma injustiça, porém aceitei sem contestar.

Partimos. A casa do Senhor do Engenho, que durante a viajem se apresentou como João, não era muito longe da praia e chegamos rapidamente ao local.

Lá conheci sua mulher, Maria, e sua filha, pequena Manuela, estas nos esperavam para jantar. Percebi também que na casa haviam varias mulheres negras e mulatas prontas para nos serviam na mesa, estas não se juntaram para jantar, o que achei estranho.

Logo depois da janta, João pediu que uma dessas mulheres me mostrasse o quarto, onde, depois de longa viajem, pudesse descansar.

Meu quarto era bem espaçoso. Acomodei minhas coisas e me joguei na cama.

II

No dia seguinte fui acordado pela luz forte que entrava pela janela. Levantei-me da cama, e procurei alguém da casa. Logo encontrei Maria e Manuela que estavam sentadas à mesa. Maria ensinava a Manuela a ler. Havia outras crianças e duas mulheres sentadas ao chão, estas ajudavam Maria com os pergaminhos e livros, porém não liam. Ao ver aquilo me subiu a adrenalina e quase me escapa a pergunta do porque aquilo, por que os negros eram tratados como animais?

Ao me passar a adrenalina, perguntei a Maria onde estava João, esta me disse que estava lá fora; me aguardava para que eu pude-se começar minha pesquisa.

Saí em busca de João, encontrei-o á observar negros cortando a cana. Me posicionei a seu lado e não me resisti, perguntei o porque daquilo, o que recebiam em troco de tanto trabalho? João calmamente disse:

 

Percebi que algo o incomodava, agora sei o que é – Após um longo tempo interrupto continuou – São escravos, é o que devem fazer, eu paguei por eles, agora sou seu Senhor.

Ao ver tal resposta, e a maneira em que respondida, tão calmamente, fiquei pasmo. Não comentei nem perguntei mais nada, e continuamos a contemplar os escravos. Então João comentou:

Já observou bastante de como eles cortam a cana, diga-me, o que aprendeu?

Bom… Eles usam facões e foices, e fazem movimentos leves para corta-la – Respondi um tanto nervoso.

Sim, exato – Disse João. Em seguida convidou – Não gostaria de ver como a cana é transformada no açúcar que tú conheces?

Claro – Respondi sem pestanejar.

Ele me levou então a uma casa isolada.

Lá havia três escravos trabalhando em uma maquina. Esta era o novo moinho.

A maquia era formada por um tronco de arvore, que dois escravos faziam girar; o tronco estava em conexão com os trituradores de cana e fazia com que eles funcionassem. Um terceiro escravo colocava a cana e tirava do moedor até que retirasse todo seu caldo. O caldo de cana caía em um recipiente, depois era esquentado até ficar sólido, e moído para ficar em grãos, que é o que chamamos de açúcar.

 

III

 

Já tarde,João e eu fomos para a casa dele para jantar e descansar. Percebi que João me olhava com aparencia estranha durante o jantar. Antes de ir dormir João me anunciou que iríamos a um lugar diferente no dia segunte.

Durante a manhã, João me acordou. Mal havia acordado quando João tampou minha boca, me prendeu e me levou para a mata; totalmente assustado e confuso tentei me soltar, mas vão, pois outro homem também estava me segurando.

Um dos homens estava armado. Já um tanto metidos na floresta, João me mostrou meu livro de anotações. E então disse:

Pensou que poderia nos enganar bancando o cientista, seu espiãozinho – exclamou – Nós encontramos seu caderno de anotações, contém informações de como é o local, de como trabalhamos, se você quisesse mandava uma carta para Holanda ela teria um belo plano para invadir!

Sem falar nenhuma outra palavra, olhou nos meus olhos, pegou a arma, e “bum”, vi um flash de luz, e morri.

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O texto acima constitui parte de um projeto de criação e publicação de textos dos alunos do 8º. Ano da manhã e da tarde em uma Revista de História. Os textos deveriam envolver problemas históricos discutidos em aula, com base no capítulo V do livro Uma Breve História do Brasil de autoria da historiadora Mary del Priore.

Os alunos, na ocasição, deveriam encarnar olhares estrangeiros (europeus) sobre o Brasil de meados do século XVII. Todos deveriam construir personagens que viajariam para o Brasil e descreveriam os engenhos de açúcar e sua complexa estrutura ou a dura vida dos homens escravizados (a maioria de origem africana) e alguns aspectos de sua cultura ou a relação com os senhores.

 Prof. Rafael Gonzaga

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